sábado, 21 de outubro de 2017

Alvaro Seixas: Uma Visão



Num momento crítico para a democracia, o meio de artes plásticas está desunido. Um dos antecedentes talvez resida nas milícias diplomáticas dentro de nosso próprio mundo artsy: artistas, curadores, galeristas, professores etc se policiando quando veem surgir uma mínima possibilidade de debate que possa ferir o corporativismo (para não escrever "panelinha"). Muitos (não todos) os artistas top não estiveram em diálogo com colegas de sua geração e das novas, ou inseridos em debates que não fossem apenas voltados para a própria arte e/ou acúmulo de riquezas ou, ainda, com os olhares voltados para fora do Brasil. O nosso meio foi e ainda é inegavelmente elitista e corporativista. Certas galerias odeiam artistas ou não atendem interfone para quem não seja digno de compartilhar do mesmo ar-condicionado cultural e paredes brancas. Essa desunião não ocorre apenas dentro da classe das artes plásticas, mas na sua relação com outras esferas. Diferente da música, do cinema e da TV, temos medo, por exemplo, do humor e da improvisação sincera. Introjetamos, erroneamente, milímetro por milímetro, que devemos ser sérios e, agora, unir-se fica difícil, pois nossa capacidade de debater não foi exercitada e nos engessamos em velhas fórmulas, tentando converter nossas poéticas num colete à prova de bala. A "obra aberta"; a "porosidade", a "experiência" e a "morte do autor" foram transformadas em commodities. Muitas vezes censuramos a nós mesmos, inclusive no sentido individual, não apenas interpessoal. A crítica de um artista ao trabalho de um outro é tomada como absurda e motivo de desavença eterna (tudo isso sem uma franca discussão). Muitos ridicularizaram a academia (já ouvi gente importante do meio dizer que ser artista-professor é para quem não se destacou como artista-artista, colocando o mercado em primeiro, ou único plano). Não vejo nenhum problema em ser representado por galerias, sou representado por três, e com elas mantenho uma relação bem amistosa que não interfere negativamente no meu trabalho de professor. Nós do meio de arte brasilis somos pop, mas não somos populares.


Alvaro Seixas é artista plástico e professor doutor, Escola de Belas Artes, U.F.R.J.

Arte: Nudez, Erotismo e Sexo,


Nota: Há imagens de nudez, erotismo e sexo explícito.

A nudez, erotismo e o sexo explícito são temas recorrentes em toda história da arte, e essas obras estão expostas livremente nos mais importantes museus do mundo. Os trabalhos são mostrados em  diferentes meios, desenhos, pinturas, esculturas, fotografias, vídeos, instalações e performances.
Essa ano, no Brasil, apareceu uma onda de protestos contra obras consideradas obscenas, sinalizando ignorância e atraso.
O blog selecionou algumas imagens para colocar esses temas em discussão e posicionar-se contra o que parece ser censura, intolerância e retrocesso.

Shuvalof painter (440-410) Oinochoe, 430 a.C. Antikensommlung, Berlim.


Michelangelo (1475-1564) The Creation of Adam, 1512. Capela Sistina.

Ticiano (1490-1576) Venus of Urbino, 1538. Uffizi Gallery, Florença.


Peter Paul Rubens (1577-1640) Leda and Swan, 1600. Museu do Louvre, Paris.


Caravaggio (1573–1610) St John the Baptist, 1602. Galleria Capitolina, Roma.



Goya y Lucientes (1746-1828) La Maja Desnuda, 1799-1800. Museo del Prado, Madrid


Gustave Courbet (1819-1887) L'Origine du Monde, 1866. Musée d'Orsay, Paris.


John Singer Sargent (1856-1925) A Nude Boy on a Beach, 1878. Tate Gallery, Londres.


Auguste Rodin (1940-1917)  The Age of Bronze, Tanio Museum.


Joaquin Sorolla (1863-1923) Children in the Sea Valencia, 1908



Egon Schiele (1890–1918) Two Women Embraced, 1913. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Amedeo Modigliani (1884-1920) The Red Nude, 1917. Coleção particular.


George Bellows (1882-1925) The Barricade, 1918. Birminghan Art Museum.


Édouard-Henri Avril (1849-1928)


Marcel Duchamp (1887-1) Jogando Xadrez, 1963.


Tom Wesselmann (1931-2004) Great American Nude #92, 1967.


Antônio Manoel (1947-) O Corpo É a Obra, 1970.



Robert Mapplethorpe (1946-1989) Child Seated on a Stone Bench, 1976. 



 Marina Abramovic (1946-) e Ulay (1943-) Performance, 1977. Bologna 


Eduardo Kac (1962-) Pornograma #2, 1981


Eric Fischl (1948-) Birthday Boy, 1983. Collezione Maramotti, Reggio Emilia



Robert Mapplethorpe (1946-1989) Cock, 1985. Getty Museum, Los Angeles.


Alair Gomes (1921-1992) 





 
Jeff Koons (1955-) Made in Heaven, 1991. Coleção particular.


Lucien Freud (1922-2011) Benefits Supervisor Sleeping, 1995.



Thomas Ruff  (1958-) Sem título, 2001. Coleção particular.


Vanessa Beecroft (1969)  VB45, 2001 


Charles Ray (1953-) Oh! Charley, Charley, Charley 1992.



Miguel Angel Rojas (1946-) David, 2005.



Nan Goldin (1953) Kat & Sarah Embraced, Hudson, New York, 2006




Daniel Toledo (1981-) troca troca - rapidinho Performance: Fotografia: Pedro Victor Brandão Edição: Julia Barreto e Carla Dutra Participantes:Amélia Sampaio, Caroline Valansi, Daniel Toledo, Daniela Kohn, Doreen Mehner, Nadan Guerra, Pedro Buarque e Pedro Lago.


Fabio Baroli (1981-) Sujeito da Transgressão #2, 2011.


Sarah Lucas () Penetravel, 2011.


Charles Ray (1953-) Huck and Jim” (Fibreglass work-in-progress), 2015. Escultura recusada pelo Whitney Museum of American Art.


Alexandre Mury (1976-) Lisa, 2015.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Vittore Carpaccio



Vittore Carpaccio (1645-1526) Nasceu em Veneza. Estudou com Bastiani, Giovanni Bellini e Antonio Vivarini. Foi influenciado por Antonello Messina e pela pintura dos mestres flamengos. Sua obra mais importante  foi a Lenda de Santa Úrsula realizada para a Scuola di Santa Orsola. Temas religiosos foram seus assuntos prediletos. Em 1507, em reconhecimento ao seu valor, foi comissionado para contribuir na decoração na Sala del Gran Consiglio, Palazzo Ducale, os trabalhos foram destruídos por incêndio em 1577. Seus temas recorrentes foram assuntos religiosos. 




Redentore Benedicente Tra Quattro Apostoli, 1480-1490. Fundazione Scorlini, Brescia.


The Meditation on the Passion, 1490. Metropolitan Museum of Art, Nova York



Incontro dei Pellegrinni con Pappa Ciriaco, 1492. Galleria dell' Accademia, Veneza.


Hunting on the Lagoon (recto); Letter Rack (verso), 1490-1495. J. P. Getty Museum, Los Angeles.


Thr Dream of St. Ursula, 1495. Gallerie dell'Accademia, Veneza.



The Healing of the Madman, 1496.  Gallerie dell'Accademia, Veneza.


The Flight into Egypt, 1500. National Gallery, Washington.


Saint Augustine's Vision, presumably portrait of Cardinal Bessarion, 1502.


Standing Female Figure (St. Anne), 1502. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

Preparation of Christ's Tomb, 1505. Gemäldgaleria, Berlim



Study of Standing Youth, 1507-1508. The Art Institute, Chicago.


Portarit of a Young Man, 1509. Paradeiro desconhecido.


Two Venetian Ladies, 1509-1510. Museo Correr



Young Knight in a Landscape, 1510. Thysen-Bornemisza Museum, Madrid.


The Virgin Reading, 1510. National Gallery of Art, Washington.


Sibilla, 1510.


Portrait of the Dodge Leonard Loredan, 1510. Accademia Carrara.



The Lion of St Mark, 1516. Doge's Palace, Veneza.



San Paolo Stigmatizzato, 1520. Santuario San Domenico, Chioggia.


Sermon of St Stephen at Jerusalen, 1525. Museu do Louvre, Paris.







Maurizio Cattelan

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